NOTÍCIAS

Uma vitória e vários significados para Tozzo

06/07 de 2016 - 11:55

Catarinense da Friato Racing Team conquistou a primeira vitória de sua carreira e a primeira da Ford na atual temporada

Felipe Tozzo já possuía boa experiência na Copa Petrobras de Marcas. Pilotando o Honda Civic em 2015, o catarinense começou a temporada atual fora do grid, e retornou à categoria na rodada dupla de Santa Cruz do Sul, na terceira etapa do campeonato. Ele se juntou à Friato Racing Team e levou consigo o número 57 ao Ford Focus que até então era pilotado por Cesar Bonilha, que deixou a função e o numeral 99 para se dedicar ao posto de chefe de equipe.

Depois de uma etapa de adaptação e resultados ruins – sofreu um acidente no treino livre que o tirou da classificação e da primeira corrida -, Tozzo retornou em Tarumã disposto a mostrar resultados. E conseguiu. Foi oitavo na bateria inicial, fato que o colocou na pole position para o domingo e, largando na frente, não deu chances aos rivais, vencendo pela primeira vez na Copa Petrobras de Marcas. De quebra, deu à Ford seu primeiro triunfo em 2016 na categoria.

Sua emoção no pódio era visível e latente. Os significados de estar no degrau mais alto do pódio saltavam aos olhos do piloto, e também nas palavras. Tozzo lembrou de um acidente que por muito pouco não encerrou precocemente sua carreira no automobilismo. “Em 2006 eu vim a Tarumã disputar uma corrida do Campeonato Brasileiro de Endurance e acabei sofrendo um gravíssimo acidente”, lembrou. “Quebrei uma vértebra da coluna, fui para o hospital em Porto Alegre e o atendimento lá não foi muito bom, porque depois eu comecei a perder os movimentos aos poucos”, narrou.

Foi uma recuperação longa e dolorosa, segundo ele. “Não cheguei a perder todos os movimentos, mas sentia muitos formigamentos. Acabei transferido para Curitiba, onde passei por uma cirurgia em que tiraram um pedaço do osso da bacia para enxerta-lo na vértebra prejudicada na coluna”, detalhou. “Fiquei um tempão andando de cadeira de rodas para me recuperar da operação. E depois de seis meses o médico me liberou para fazer qualquer tipo de atividade que eu desejasse”, contou.

Qualquer tipo de atividade.... E qual foi a primeira coisa que Felipe fez? “A liberação foi em uma segunda-feira, me lembro bem. Na sexta eu já estava na pista”, disse, recordando que muita gente era contra seu retorno logo após a liberação médica. “Não tive apoio de ninguém na época, mas eu amo tanto esse esporte que eu não me imagino não fazendo isso. Por isso a emoção por esta vitória, o agradecimento à toda equipe que fez um trabalho perfeito. E tenho muito a agradecer ao Cesinha, porque o que ele fez por mim, pouca gente faz. É fantástico”, concluiu.