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Sinônimo de vitória?

08/07 de 2015 - 09:45

Largar da pole position, em alguns casos, pode se tornar um pesadelo. Em seis corridas, só dois pilotos conseguiram manter a posição de honra na largada e na chegada

Pole position só é sinônimo de vitória no GP de Mônaco de Fórmula 1 – e olhe lá. Na Copa Petrobras de Marcas o aproveitamento de se largar na frente não tem sido tão alto, tamanhas as disputas e alternativas que se desenham na pista durante as corridas. Na atual temporada, em seis corridas, apenas dois pilotos venceram largando da frente – um na primeira corrida e outro na prova complementar da etapa.

Vale lembrar que a pole position só é computada após o treino de classificação. O grid da segunda corrida do final de semana obedece o resultado da prova anterior com os oito primeiros largando em posição invertida. Assim, o oitavo colocado larga em primeiro, o sétimo em segundo, o sexto em terceiro, até o vencedor que larga em oitavo.

Em Goiânia a pole position ficou com Vitor Meira, de Honda Civic. Porém, o brasiliense sequer largou da posição de honra. Seu carro apresentou um problema ainda no grid, e teve de largar dos boxes. A vitória na corrida ficou com o Ford Focus de Cesar Bonilha. Eduardo Rocha, de Renault Fluence, terminou em oitavo e largou da pole no dia seguinte. No entanto, o paulista não completou a corrida e a vitória ficou com Vicente Orige (Honda).

No Velopark, mais um caso de pole position em que o mais rápido não largou na frente. Nonô Figueiredo registrou o melhor tempo no classificatório com o Chevrolet Cruze, mas teve de pagar uma punição aplicada na etapa anterior e assim acabou largando da 16ª posição. Mesmo assim, Vicente Orige saiu do primeiro lugar, mas quem venceu foi Gabriel Casagrande, de Renault Fluence.

Nonô ainda teve outra chance, pois terminou a prova em oitavo, o que lhe garantiria sair em primeiro no dia seguinte. Mas dois pilotos foram punidos e o resultado colocou Figueiredo em sexto (para largar em terceiro). Duas vezes tão perto da ponta e ao mesmo tempo tão longe. Mas ele não quis saber: venceu a segunda corrida, em que Renan Guerra (Ford) saiu na frente, mas chegou apenas em 12º lugar.

Curitiba foi a primeira etapa do ano em que quem largou na frente terminou na frente. Gabriel Casagrande conquistou a pole position e venceu a corrida 1 na capital paranaense com o Renault Fluence. Na última volta, Thiago Marques fez uma ultrapassagem e cruzou a linha de chegada em oitavo, garantindo largar na frente no domingo. E o curitibano da Toyota não decepcionou: saiu em primeiro, chegou em primeiro.

A “exceção à regra” de Curitiba não quer dizer, contudo, que as provas não foram disputadas. Atrás dos ponteiros, muita coisa acontecia. Thiago Marques foi um exemplo claro disso: disputou a vitória com pelo menos mais três adversários e levou um susto nas voltas finais quando o carro de Felipe Tozzo passou o ponto de freada e quase acertou o Corolla de Marques na curva 1.

A próxima rodada dupla da Copa Petrobras de Marcas acontece nos dias 1º e 2 de agosto, novamente em Curitiba.