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Fome de pista

09/03 de 2016 - 11:20

Depois de ter dado duplo expediente em Curitiba, Gabriel Casagrande pode abrir temporada do Marcas disputando três categorias

Para qualquer piloto, quanto mais tempo na pista, melhor. E Gabriel Casagrande tem uma grande chance de levar este lema ao pé da letra. O piloto da C2 Team/Renault na Copa Petrobras de Marcas e também da Stock Car disputou a primeira etapa da temporada no último final de semana em Curitiba conciliando suas atividades entre a Stock (na Corrida de Duplas) e também no Campeonato Brasileiro de Turismo. Tudo pela mesma equipe.

E na categoria de acesso à Stock, o paranaense não foi nada mal: venceu as duas corridas do final de semana – uma delas com um certo sofrimento físico. Na prova de sábado, Casagrande teve bolhas na sola dos pés devido à temperatura dos pedais, que esquentaram demasiadamente. Com o problema resolvido no domingo, o piloto largou da sexta posição e assumiu a ponta já na primeira curva.

O próximo compromisso de Gabriel é no Velopark daqui a exatamente um mês, com a etapa inaugural de 2016 da Copa Petrobras de Marcas, categoria na qual ano passado o competidor venceu nada menos do que cinco vezes – uma delas no próprio Velopark. No final de semana, a Stock Car faz sua segunda etapa – a primeira rodada dupla -, assim como o Brasileiro de Turismo dá prosseguimento ao campeonato.

Casagrande avalia a possibilidade de correr em todas as três categorias no final de semana gaúcho. São seis corridas no fim de semana: duas no sábado (Marcas e Turismo) e quatro no domingo (duas da Stock Car, uma da Copa Petrobras e outra da categoria de acesso).

Como a C2 Team atua em todas estas categorias, seria este um fator facilitador para Gabriel. Mas há outras coisas a se ponderar na balança, segundo o próprio. Sua participação em Curitiba no Brasileiro de Turismo foi, como ele mesmo destacou, um “freelance”, já que um carro estava vago. O desempenho, no entanto, o fez pensar em continuar.

“Não sei se vou continuar a temporada inteira, mas vontade não falta”, disse, referindo-se à categoria de acesso da Stock Car. “É uma questão de verba, patrocínio, e também se eu aguento correr três categorias em um final de semana, se meu corpo vai aguentar. São carros potentes e exigentes”, destacou.

“A chance de continuar é grande. Eu quero, minha vontade é essa. Mas vamos ver o que o ano reserva para a gente”, concluiu.