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C2 Team desenvolve novo volante

21/07 de 2015 - 11:05

Os Renault Fluence de Gabriel Casagrande e Beto Cavaleiro estreiam em Curitiba um novo volante totalmente desenvolvido pela equipe

Uns falam que o que realmente importa em um carro de corrida é o pneu; outros, o motor; e outros, a aerodinâmica; e alguns - com boa dose de razão - dizem que a diferença está no piloto. Certo ou errado, o pneu é responsável pelo contato do carro com o chão, o motor é quem o leva para a frente, e o piloto é quem o conduz.


Mas e o volante?

Sem volante o carro não vai a lado nenhum. Houve aquele tempo dos volantes enormes e até um caso curioso na era dos Grand Prix, ainda antes do estabelecimento do campeonato mundial de Fórmula 1, em que o italiano Tazio Nuvolari teve um problema com o volante de seu carro, arrancou-o nos boxes e prendeu uma chave inglesa na barra de direção para guiar o carro.

Hoje em dia os volantes são belíssimas peças de engenharia e que conferem muita praticidade ao piloto, além, claro, de continuar dando a direção ao carro.

Na Copa Petrobras de Marcas, o C2 Team, que prepara os Renault Fluence de Gabriel Casagrande (dono de duas vitórias e uma pole position nesta temporada) e Beto Cavaleiro, irá estrear um novo volante nos dois carros na próxima etapa, em Curitiba, nos dias 1o e 2 de agosto.

A peça foi totalmente desenvolvida dentro da equipe, de acordo com o diretor técnico, Guilherme Ferro. "A adoção deste volante foi uma iniciativa da equipe, visando facilitar o trabalho dos pilotos, pois os comandos principais estão todos ao alcance dos dedos, sem que o mesmo precise tirar a mão do volante", explica.

"Porém", prossegue, "a principal motivação foi a de estabelecer um novo padrão de qualidade para os carros da equipe, visando a confiabilidade do conjunto, além obviamente de todo o cuidado com a estética do produto final", disse.

Segundo Ferro, o projeto não tem o objetivo de melhorar o desempenho dos carros especificamente, mas o fato de haver uma ergonomia mais eficiente pode evitar, na opinião do engenheiro, que o piloto se distraia buscando algum comando que não esteja em uma posição conveniente.

"É um projeto 100% criado e executado dentro da equipe - e o resultado nos deixou bastante satisfeitos. Os  pilotos adoraram, mas obviamente esperaremos um parecer mais preciso após a estreia do volante na próxima etapa, em Curitiba", concluiu.

Até lá, os pilotos podem ir admirando a peça.