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“Chega de caroneiro”

27/10 de 2015 - 10:45

A etapa final da Copa Petrobras de Marcas, no final de semana de 12 e 13 de dezembro em Interlagos, São Paulo, trará um certo alívio aos pilotos que ocupam as primeiras posições no campeonato

A etapa final da Copa Petrobras de Marcas, no final de semana de 12 e 13 de dezembro em Interlagos, São Paulo, trará um certo alívio aos pilotos que ocupam as primeiras posições no campeonato. Eles irão se livrar de uma companhia bastante indesejada: o lastro.

Os ponteiros da classificação levam peso no carro como forma de equilibrar a disputa – objetivo, diga-se, alcançado, vista a tabela da competição a apenas uma rodada dupla da definição. Para o novo vice-líder da competição, Gustavo Martins, é o maior motivo de os dois primeiros colocados do campeonato ainda não terem vencido na temporada.

“O fator determinante para ainda não termos vencido este ano foi o peso, isso é muito claro”, aponta. “Ganhar eu quero, óbvio, mas com o lastro que carregamos não há condições. Em toda corrida eu levava 60 ou 70 quilos. É o que eu peso, então é como se eu levasse um navegador ao meu lado. Não quero mais saber de caroneiro comigo”, brinca o gaúcho de 39 anos.

“O ano inteiro eu, o Vicente (Orige), o Vitor (Meira) ali levando aquele peso do lado, incomodando. O lastro traz um equilíbrio, sem dúvida, mas acaba penalizando quem anda na frente. Prova disso é que os dois líderes do campeonato ainda não venceram”, lembrou o piloto da JLM Sport.

Martins, piloto do Honda Civic #0, destacou a competitividade e o equilíbrio da temporada atual da Copa Petrobras de Marcas. “E como não tem descarte, qualquer perda é enorme. Eu mesmo tive algumas durante o ano, com uma quebra em Curitiba, uma penalização no Velopark e outro problema em Campo Grande. Ficar sem pontuar é um prejuízo gigantesco”, falou Gustavo, que soma 163 pontos, 27 a menos que Meira, e apenas um a mais que Nonô Figueiredo e dois a mais que Vicente Orige.

Em Interlagos, todos partirão do zero, sem lastro. “Vou buscar a vitória, mas não vou sair como louco para me arriscar. Tem muita gente que vai para o tudo ou nada, o que não é o meu caso. Vou tentar chegar ali; se não der para conquistar o título, algum lugar entre os três primeiros estará de bom tamanho. Vencer corridas é muito bom, mas vencer o campeonato é muito melhor”, concluiu.